| Mercado ficou descrente com o compromisso com as metas de inflação”, diz economista | | 21/10/2011 | | | | O Comitê de Política Monetária decide, a partir desta terça-feira (18), o futuro da taxa de juros do Brasil. E o dilema que o governo enfrenta, da última reunião para cá, é equilibrar a inflação, que se apresenta ainda resistente, mesmo em outubro, e uma atividade econômica que, ao que parece, começa a sentir os efeitos da crise.
Tem gente apostando até em queda de um ponto percentual. Mas a inflação segue num patamar muito alto. Paulo Veiga, da Mercatto Gestão de Recursos, esteve no Conta Corrente e afirmou que o mercado ficou descrente com o compromisso com as metas de inflação. “A decisão do Banco Central na última reunião contrariou toda a fundamentação técnica que normalmente apóia decisões. O mercado se surpreendeu. O BC abriu mão de tentar uma convergência em 2011 e fez uma aposta de grande risco para a inflação de 2012, apostando nos benefícios de uma perda de dinamismo da economia mundial com a consequente queda de preços de commodities”, afirmou. Paulo disse ainda que a nossa economia já desacelerou bastante e que há previsão de que o PIB do terceiro trimestre venha com o número muito fraco com vendas no varejo contraindo bastante: “Os números não são bons para a atividade econômica, mas isso tem um benefício de ser menos lenha na fogueira da inflação”.
| | | Criação de empregos formais cai 16,5% no ano, para 2,07 milhões | | 21/10/2011 | | | | O número de empregos com carteira assinada alcançou 2,07 milhões de janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (18) pelo Ministério do Trabalho.
O resultado no acumulado do ano representa uma queda de 16,5% em relação ao mesmo perído do ano passado, quando foram abertas 2,49 milhões de vagas. Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2010, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.
Além de ter registrado queda frente ao ano passado, os dados do governo mostram que a criação de empregos formais, de janeiro a setembro deste ano, também ficou abaixo do resultado registrado em igual período de 2008 - quando foram criados 2,25 milhões de empregos com carteira assinada.
Mês de setembro
Só em setembro, foram abertas 209.078 vagas formais, uma queda de 15,3% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram criados 246.875 empregos formais. Foi o pior resultado para um mês de setembro desde 2006, quando foram abertos 176.735 empregos com carteira assinada.
"O principal fator da diminuição [da abertura de vagas formais] é a indústria de transformação. [O fator de ser o pior setembro em cinco anos] não preocupa. Estamos no meio de uma crise internacional, onde a resposta da demanda interna continua muito forte. A geração de emprego, apesar de ser abaixo da média, é muito robusta. Foi acima de 200 mil, maior do que o mês anterior [de agosto, quando foram abertas 199 mil empregos]", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Meta de 3 milhões de vagas não será atingida
No mês passado, Lupi admitiu que a criação de empregos com carteira assinada em 2011 deve ficar abaixo da meta inicial de três milhões de vagas. Segundo ele, a criação de empregos formais, com a incorporação dos servidores públicos (números da Rais, que só saem no próximo ano, com a incorporação dos dados dos servidores públicos), deve ficar entre 2,7 milhões e 2,9 milhões neste ano.
Somente os dados dos empregos celetistas, divulgados no resultado do Caged mensalmente, segundo Lupi, devem registrar a criação de 2,3 milhões a 2,4 milhões de vagas neste ano. "O crescimento do PIB deve ficar em 4% neste ano. Sobre o emprego formal, os meses de outubro e novembro serão muito fortes. Os serviços, o comércio varejista e atacadista devem se destacar. Acho que em dezembro deste ano, o recuo vai ficar na média [cerca de 400 mil empregos fechado]", declarou ele.
| | | Dólar opera em alta no final da semana | | 30/09/2011 | | | | Na quinta-feira (29), depois de operar em queda ao longo do dia, o dólar mudou de direção no fim do pregão e fechou em alta, acompanhando a piora do mercado internacional com a cautela permanente sobre a crise da dívida na Europa.
A moeda norte-americana avançou 0,35%, vendida a R$ 1,843. Esta é a segunda alta seguida, já que, na véspera, o dólar havia subido 1,75%.
Na semana, a divisa ganha 0,24%. Em setembro, o dólar acumula alta de 15,73% até esta quinta-feira. No ano, a valorização é de 10,62%.
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